Glioblastoma

Atualizado: 12 de ago. de 2020

Aprenda sobre Glioblastoma Multiforme com a NeuroSapiens


O glioblastoma multiforme (GBM) é o astrocitoma mais maligno (astrocitoma grau 4). Infelizmente é o tumor primário do sistema nervoso central mais comum. Os glioblastomas representam 15% a 20% dos tumores do cérebro. É um glioma que ocorre geralmente em pacientes com mais de 50 anos de idade , sendo raros em pacientes com menos de 30 anos.


A NeuroSapiens conta com neuro-oncologistas e pesquisadores que continuam melhorando o resultado no tratamento dos glioblastomas. Embora o tratamento deste tumor com sucesso é sem dúvida um dos maiores desafios da medicina.


Sintomas


Quando sintomático ele pode causar dor de cabeça, vômito, convulsão, déficit neurológico focal como fraqueza muscular em um lado do corpo, dificuldade com a palavra, alterações de personalidade, queda da cognição e até perda visual. Sintomas são em muito relacionados com a localização no cérebro e progressão do tumor.


Diagnóstico


A ressonância magnética (RM) é a técnica de imagem preferida para o diagnóstico e estagiamento dos gliomas. Ela demonstra a massa tumoral com características únicas, embora a confirmação com uma biopsia é parte indispensável para o diagnóstico definitivo, estagiamento do tumor, guiar a terapia e definir o prognóstico.


Tratamento


O tratamento do Glioblastoma multiforme requer uma equipe multidisciplinar. Sendo um tumor extremamente maligno que infiltra áreas importantes da função cerebral, em geral ele não pode ser completamente extirpado sem causar danos irreparáveis ao paciente. A melhora no tratamento do glioblastoma tem sido bastante rápida nos últimos anos. Esquemas de tratamento de última geração são avaliados continuamente, desde que não existe um tratamento completamente satisfatório para o glioblastoma multiforme.


A cirurgia com total remoção do tumor é o objetivo inicial no tratamento, embora raramente pode-se remover completamente o glioblastoma devido ao seu carácter infiltrativo. A recomendação atual é remoção de todo o tecido cancerígeno visível na ressonância magnética, isto para aliviar a pressão no cérebro circundante e melhorar a eficácia de certas terapias adicionais.Entretanto esta remoção radical só é indicada se for possível, sem causar comprometimento de funções importantes na qualidade de vida do paciente. Pacientes com déficits neurológicos pós cirúrgicos tendem a ter um evolução pior no tratamento multidisciplinar deste tumor.


Ensaios clínicos promissores, como terapias com vacina, exigem obtenção de tecido tumoral fresco, necessário para fabricar a vacina. Tecnologias avançadas incluindo ressonância magnética intraoperatória,microscopia com marcadores, mapeamento cerebral funcional, cirurgia com o paciente acordado e interagindo com o examinador e cirurgião,disponíveis em nos centros NeuroSapiens, podem melhorar o resultado cirúrgico e a longevidade do paciente.


Radioterapia dentro de seis semanas após a cirurgia é o tratamento adjuvante mais efetivo contra o glioblastoma.A Gamma Knife/Cyberknife ou acelerador linear dedicado à radiocirurgia do sistema nervoso podem ser usados em casos bem selecionados, quando recidiva do tumor acontece, ou um resíduo tumoral bem definido possa ser focalmente irradiado, isto sem causar riscos aos tecidos cerebrais circunjacentes.


A quimioterapia oral padrão é a temozolamida (Temodal), sendo administrada concomitantemente ao tratamento com radiação, seguindo-se doses adicionais após a radioterapia convencional.


Esponjas carregadas com quimioterapia (Gliadel) podem ser depositadas no leito tumoral no momento da cirurgia para que a droga difunda à distância, pois as infiltrações do glioblastoma em regiões distantes da massa tumoral principal, estas não são passíveis de remoção sem dano neurológico importante.


Ensaios de vacina tumoral, imunoterapia com células dendríticas, estão sendo conduzidos há anos em um dos nossos serviços, podendo ser uma forma de tratamento em situações muito especiais e como parte de estudos sendo conduzidos em diversas instituições do mundo. Adicionalmente, aplicação de campos elétricos para comprometer a divisão das células tumorais podem impedir a progressão do tumor, levando a um controle tumoral mais prolongado. Aparelhos para este fim já existem no mercado internacional.


Biomarcadores Tumorais


GBMs com certas mutações prognósticas de biomarcadores, como isocitrato desidrogenase (IDH),podem apresentar, na RM, características únicas, como uma grande massa com invasão pial, fluxo sanguíneo diminuído, pouco edema e necrose mínimacomprincipal tendência aos lobos frontais e temporais.


Após a cirurgia, o tumor e tecidos circunjacentes ressecados são fixados em formalina e embebidos em parafina antes de serem submetidos a exames histopatológicos em laboratório. Além disso, o material também é examinado por imunocoloração ou sequenciamento de mutações como IDH, metilação da O6-metilguanina metiltransferase (MGMT) e outros biomarcadores prognósticos.


Estes marcadores tem evoluído em número devido a constante descoberta de linhas genéticas existentes nos GBMs. Eles também direcionam o tratamento mais apropriado para o específico GBM do paciente.


O tratamento do glioblastoma requer uma total dedicação de uma equipe multidisciplinar, bem como da família do paciente, vítima deste tumor de difícil resolução.




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