Doença de Parkinson - Dra. Alessandra Gorgulho Explica
Atualizado: 6 de ago.
Aqui está o resumo do vídeo explicativo da Dra. Alessandra Gorgulho sobre a Doença de Parkinson:
Visão Geral da Doença de Parkinson
A Doença de Parkinson é a segunda doença neurodegenerativa mais comum, ficando atrás apenas do Alzheimer. Ela possui uma evolução lenta ao longo dos anos e, atualmente, não existe um tratamento capaz de impedir a sua progressão.
O Tratamento Medicamentoso e Suas Limitações
Na maioria dos casos, a medicação funciona de forma excelente durante os primeiros anos (variando de 4 a 15 anos). Contudo, com o avanço da doença, surgem limitações significativas:
Aumento de doses: O paciente passa a precisar de doses maiores e em intervalos mais curtos.
Efeitos colaterais (Discinesias): O uso prolongado de remédios, como o Prolopa, pode causar movimentos involuntários.
Flutuações "On-Off": O paciente torna-se dependente do cronograma da medicação. Nos períodos "On" (sob efeito do remédio), ele funciona bem; nos períodos "Off", ele perde a capacidade de realizar tarefas simples, como calçar uma meia ou cortar alimentos, o que prejudica severamente a qualidade de vida e pode levar à depressão.
A Alternativa Cirúrgica: Estimulação Cerebral Profunda
Quando os medicamentos perdem a eficácia ou causam muitos efeitos colaterais, a neurocirurgia funcional torna-se uma excelente opção.
Como funciona: Consiste no implante de eletrodos no cérebro, conectados a um gerador sob a clavícula (semelhante a um marca-passo). O sistema é ajustado pelo médico no consultório através de um controle remoto.
Benefícios: O procedimento é seguro, pouco invasivo e consegue melhorar em 80% ou mais os sintomas motores clássicos (tremor, rigidez e lentidão).
Redução de remédios: A cirurgia ajuda a controlar as discinesias e permite a diminuição das doses das medicações, embora o objetivo não seja suspender os remédios completamente.
A Importância da Atividade Física
Independentemente do estágio da doença ou da realização da cirurgia, a atividade física regular é uma parte fundamental do tratamento. Ela pode ser feita em academias com o auxílio de um profissional ou, em casos mais avançados, por meio de acompanhamento com um fisioterapeuta.


