Dra. Alessandra Gorgulho e e o Tratamento Multidisplinar da Doença de Parkinson
- 19 de mai.
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Atualizado: 6 de ago.
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A Doença de Parkinson é a segunda condição neurodegenerativa mais comum na população, ficando atrás apenas da demência de Alzheimer. Ela é caracterizada por uma evolução lenta ao longo dos anos e, até o momento, nenhum tratamento atual é capaz de impedir a sua progressão.
Limitações do Tratamento Medicamentoso
Para a grande maioria dos pacientes, a medicação funciona esplendidamente durante um período inicial que pode variar de 4 a 15 anos. Contudo, com o avanço da doença, torna-se necessário aumentar a dosagem e diminuir o intervalo entre as tomadas, o que gera duas complicações principais:
Efeitos Colaterais (Discinesias): O uso prolongado de remédios (como o Prolopa) pode desencadear movimentos corporais involuntários.
Efeito "On-Off": O paciente torna-se "prisioneiro" do relógio. Durante o efeito do remédio ("On"), ele funciona bem; quando o efeito passa ("Off"), ele fica incapacitado de realizar tarefas simples, como calçar uma meia ou cortar alimentos. Isso limita o desempenho no trabalho, prejudica a qualidade de vida e pode levar à depressão.
A Solução Cirúrgica: Estimulação Cerebral Profunda
Quando a medicação começa a falhar em assegurar a qualidade de vida, a neurocirurgia funcional passa a ser a melhor opção.
Como é feita: Trata-se de um procedimento muito seguro e pouco invasivo. Consiste no implante de eletrodos no cérebro, conectados a um gerador sob a clavícula (semelhante a um marca-passo). O médico programa o dispositivo no consultório por meio de um controle remoto.
Resultados Esperados: A cirurgia entrega uma melhora de 80% ou mais nos sintomas motores clássicos (tremor, rigidez e lentidão de movimentos).
Ajuste de Remédios: O procedimento ajuda a controlar as discinesias e permite reduzir consideravelmente a dosagem dos medicamentos, embora o objetivo não seja suspender a medicação por completo.
A Importância da Atividade Física
A doutora ressalta que o tratamento com atividade física é fundamental em todas as fases da doença. Nos estágios iniciais, pode ser feita de forma regular em academias com o auxílio de um profissional. Já em casos mais avançados, é necessária a intervenção e o acompanhamento de um fisioterapeuta.


